Um movimento é sempre um caminhar em direcção a um objectivo inevitável, urgente, inédito. O Movimento Alternativo Rock (MAR) é o perseguir do ideal de cantar o Português, de articular todas as sílabas lusas de uma só vez. É feito de ideias, poesia, da nossa língua, da vontade de muita gente. Muita gente e diferente, que um dia decidiu criar música e assinalou, com um definido X no peito, a cruz de cantar numa língua que, por bela mas algo adormecida, merece toda a atenção de quem a quer exaltar, em toda a justiça de ser ouvida nas suas notas mais altas.
O Movimento Alternativo Rock é pela e para a multidão que escolheu caminhar a linha da criatividade, em bando ou a solo, debitando os alecrins, cravos e jasmins que germinam e teimam em não ficar só dentro de nós. Não é agencia, promotora ou editora… é um movimento de gente, um bando de bandas que travaram amizade e que pisam o alcatrão da estrada e a madeira do palco juntos.
No MAR se juntam as subtilezas de quem olha em seu redor. Registam-se sons das ruas de Esposende, de Lisboa, de Mação, do Bairro alto, da Moita, do Algarve, de Santarém e do interior urbano ou campestre de cada cabeça e coração.
É simbólico também de que algo mudou, que não se quer nem letargia nem bolores de estagnação. É um símbolo vivo de que as mentalidades de uma geração e das que se avizinham estão conscientes do legado que receberam das que passaram e que chegou a hora, o momento, a decisão de se pôr em movimento.
E acima de tudo, irão fazê-lo a cantar... Em português!
sexta-feira, 27 de Novembro de 2009
quinta-feira, 26 de Novembro de 2009
o novo associativismo, repensar tácticas de promoção e outras considerações - parte I
O associativismo, e acima de tudo o associativismo livre e virado para o espírito empreendedor com características culturais é algo que aparenta rarear pelas bandas deste belo país.Disse, aparenta, e é bom que se retenha esta palavra, pois ela é quase o cerne de todo este post.
Pois ao contrário do que o ditado diz que estas iludem ou de que vivemos num mundo delas, é importante frisar que na perspectiva deste humilde fala barato e monologueiro, não há mal nenhum em pensar com brio na capacidade comunicar forte e aparentar gigante uma determinada acção no mundo do espectáculo.
Confusos? É possível. Mas se ponderarem bem e perscrutarem a vossa ideia de espectáculo como artistas e como espectadores, ela é bem mais sonante e marcante na memória que guardam, quando é um espectáculo vivo e cheio de pessoas. Cinquenta por cento do sucesso deste vive da força da presença e da capacidade dos artistas em exorcizarem as energias de uma massa de gente que ali se presta, pela simples presença, para isso mesmo. Alias, não é errado afirmar mesmo que é para isso que elas se deslocaram, para que o artista as faça vibrar e entrar num outro plano da nossa existência, o do tirar os pés do chão. Pois que de chão já nos bastará a eternidade do além.
Esta divisão de tarefas, responsabilidades e direitos num espectáculo trata e sempre se tratou de um elo simbiótico que ambas as partes têm de perceber e cumprir, mas de forma sincera e espontânea… ninguém disse que era fácil.
Trata-se de aparentar aquilo que se prevê como bom e positivo. Estabelecer no fundo uma meta, e largar para trás esta pequenez que sempre assolou o espírito nacional, no medo de arriscar, no receio de não ser bem sucedido, e de insitentemente acreditar que é um jogo de azar onde se lançam dados com toda a imprevisibilidade que lhes é característica, quando no fundo é sim um jogo de sorte, mas mais de trabalho e estratégia e de claros objectivos, taxas de sucesso e margens de manobra. Ou seja, uma tarefa assente numa considerável previsibilidade. Considerável… não disse segura. Mas também já se sabe o que é certo nesta vida não é?
Mas tal como fazer por parecer que algo vai ser mágico e memorável, existem também as aparências negativas. Esta por exemplo que iniciou o texto, o de que parece que nada acontece no nosso país e de que quando acontece não aparenta ser nada de especial ou digno de nos tirar de casa.
Em primeira análise, as culpas não podem recair só sobre os hábitos culturais e quase embrenhados no código genético do público. Este existe, está lá, é crítico e opinativo. Mas em análise mais séria e crítica, a culpa é de todos e a resolução deve partir sempre da parte interessada. E mesmo que cativar não seja tarefa fácil, também não é inatingível nem é o fim do mundo ou algo tão exasperante que nos impeça de insistir e seguir em frente.
No mundo dos fenómenos globais da comunicação que acabaram por produzir um falso sentimento de comunidade, existem determinados mecanismos de promoção, que quanto mais famosos e populares, mais saturados e inteligíveis se tornam ao nível da oferta cultural. Quase o equivalente a uma sala cheia de gente a gritar e onde ninguém se entende e onde já nem se liga sequer ao enorme elefante branco no meio da sala ou ao porco que voa. E chego mesmo a pensar e lanço este – quase sacrílego – comentário para o ar, sobre a possibilidade de repensar os mecanismos modernos com a atitude e maneirismos dos antigos meios de comunicação.
O flyer entregue em mão com a frase melga e improvisada, o cartaz colado nas paredes mais inoportunas com a cola esgalhada com água e sabão azul, o telefonema do “vá lá, vá lá” intercalado com insinuações ao estado labrego e letárgico dos amigos. A aposta forte no passa palavra e na noção de privilégio e grupo. Falo de fazer isto mesmo e de encontrar forma de o fazer com igual energia nos meios novos de promoção. Com brio, positivismo, confiança e oferecendo um el dorado, que seguramente se concretizará se aparecer gente. Tudo isto não invalida a responsabilidade da organização se preparar convenientemente para receber as pessoas com detalhe, ao nível de comunicação, serviços, segurança e determinadas comodidades que não se devem nunca descurar.
Sim eu sei, falar é bonito mas ao contrário do que diz o espírito do velho do Restelo, não é difícil fazer. Dá trabalho? Dá! Mas o que raio não dá? Até as básicas funções fisiológicas dão um determinado trabalho e fazemo-las não importa como. Mas ao contrário destas ultimas, a que trato neste post é trabalho de todos, em conjunto.
( continua brevemente em modo delírio )
terça-feira, 24 de Novembro de 2009
SOPRO - LABORATÓRIO DE VERBO E SOM - um conceito MAR

Neste laboratório do verbo e do som, não se trata de géneros definidos, temas cerebrais, ou até mesmo de improvisos espontâneos… é puramente o que surgiu da vontade de fazerem música juntos e passar por nós… como um sopro.
quinta-feira, 19 de Novembro de 2009
alinhamentos... (des)alinhada convergência
É escrito das mais diversas e improvisadas maneiras. Com a caneta que se tem à mão, normalmente com a pior caligrafia possível, num pedaço de papel que se tenha por ali. Normalmente rasurado pelas trocas e reviravoltas que surgem, com a capacidade opinativa da banda que, no fundo, ali estrutura a sua persona.
É com sabor de concretização e ao mesmo tempo anseio e aposta que esse papel se coloca no chão, junto aos pedais, em cima dos amplificadores, ou onde der mais jeito.
É nele também que se identifica a banda como gente de espectáculo, onde se ensaiam e projectam dinâmicas de concerto. Títulos introdutórios, altos e fortes momentos ou cenários mais intimistas intercalados, ou até mesmo para os mais cénicos, uma ordem dramatúrgica.
Mas sejamos sinceros, a primeira improvisação acaba por ser sempre antes do concerto na definição do line up.
A minha parte favorita e a mais caricata são sempre aqueles dois temas que separados do resto por uma linha, apontam as músicas para o encore, ora suplentes na base da descrença do pedido do bis por parte de uma rápida avaliação da plateia pela banda, ou então nas noites mais confiantes, a aposta certa em temas mais queridos para aguardar pelo mágico “ só mais uma”.
Ser músico tem destas coisas, e ainda bem.
segunda-feira, 16 de Novembro de 2009
Concertos no Gasoiil
Uma noite diferente,cheia de bom espírito e boa musica no GASOIIL.
Aproveitem já este sábado...Uma Alternativa

Os Nervo lançam Blogue

Finalmente o blogue dos Nervo ganha vida após um ano ,perdido,esquecido...sem rumo.Mas voltou,com uma nova roupagem,um novo alento e mostrando aquilo que banda faz e sempre em cima do acontecimento.O Blogue dos Nervo foi criado com o intuito de mostrar aquilo que o Myspace não mostra colmatando desta maneira certos handycaps que a pagina continha e contem
Este novo espaço é um local de pesquisa,onde poderão encontrar,a agenda de eventos Nervo,noticias,raridades,onde poderão comentar.È acima de tudo um local a ir sempre que possível...imaginem aquele jornal que vem online todos os dias.Guardem nos favoritos,visitem e divulguem.
quinta-feira, 5 de Novembro de 2009
É já dia 7 que o novo rock nacional inunda Mação - Penhascoso
e já se fala um pouco pela blogosfera. um "súrúrú" corre por aí, a semear antecipação.
http://whosplayingatmyhouse.blogspot.com/2009/11/divulgacao.html
http://circonatureza.blogspot.com/2009/11/apos-varias-edicoes-de-sucesso-do.html
http://www.cultodoimperio.blogspot.com/
http://anapaulamb.blogs.sapo.pt/142264.html

quanto a vocês.... é aparecerem e respirarem rock até não conseguirem mais!
:D
quarta-feira, 4 de Novembro de 2009
Nervo em leiria
domingo, 1 de Novembro de 2009
um dia triste, uma breve mas para sempre sentida homenagem.

António Sérgio
1950 - 2009
"António Sérgio, último dos radialistas com programa de autor, morreu sábado à noite em consequência de um problema cardíaco, mas a sua influência nas ondas hertzianas estendeu-se ao longo dos anos, na divulgação da chamada música alternativa.
Homem da rádio, António Sérgio, de 59 anos, começou em 1968 na Rádio Renascença, seguindo as pisadas do pai, mas foi no final da década de 1970, quando ingressou na Rádio Comercial, que a sua popularidade se consolidou, ajudando a divulgar novos estilos e tendências da música moderna.
Programas como Rotação (de 1977 a 1980), Rolls Rock, Som da Frente (de 1982 a 1993), Lança-Chamas, O Grande Delta (de 1993 a 1997) e A Hora do Lobo, todos na Rádio Comercial, foram a sua imagem de marca na ondas da rádio.
António Sérgio fazia actualmente o programa Viriato 25 da rádio Radar, tendo inclusivamente gravado em estúdio o programa da próxima semana, que será posto no ar tal como previsto, garantiu Luís Montez, um dos proprietários daquela emissora.
Antes de entrar na Radar, em Dezembro de 2007, António Sérgio viu-se envolvido numa polémica na Rádio Comercial, quando a Hora do Lobo, o programa que aí mantinha foi cancelado, decisão que motivou uma onda de reacções e protestos de ouvintes.
«As pessoas que foram responsáveis [pela Comercial] consideraram que a manutenção daquele programa de autor era prestigiante para a rádio, mas agora já não acham», lamentou António Sérgio nessa altura.
João David Nunes, um dos fundadores da Rádio Comercial e que levou António Sérgio para a emissora da Rua Sampaio Pina, na década de 1970, disse hoje à Lusa que o radialista deixa uma "marca indelével" na rádio portuguesa.
O velório realiza-se a partir das 18:00 de hoje na Basílica da Estrela, em Lisboa e o funeral, para o Cemitério dos Prazeres, realiza-se segunda-feira, depois da missa de corpo presente, às 15:00."
in TSF
sábado, 31 de Outubro de 2009
Preparativos - Penhas Rock 09
O burburinho é mais que muito, e o interesse relevado é muito bom de se ver e ouvir. Eu estou em pulgas... Que venha o Penhas Rock IV, que venham 500 pessoas para encher o pavilhão de Penhascoso.
Abreijos
domingo, 18 de Outubro de 2009
PENHAS ROCK IV-Uma feliz
Após o enorme sucesso do PenhasRock/CircusMAR no ano passado, o MAR tem a felicidade de anunciar que este ano voltamos a juntar os trapinhos e vamos a Vila de Penhascoso participar na edição IV de PenhasRock 2009.Será um evento único onde estarão em palco algumas das novas revelações do Rock local como os WILD ONES, mas também uns convidados muito especiais os SOPRO. Por parte do MAR irão os CINZA, NERVO e os ALF. Não percam, garanto que vai valer a pena.
Na edição de 2008 conseguimos em conjunto juntar quase 300 pessoas no pavilhão local, a Vila de Penhascoso vestiu-se de gala para um evento cultural único, onde não faltou um brilhozinho nos olhos formado pela curiosidade da panfernalia espalhada por toda a aldeia e localidades adjacentes. No fim, respiramos fundo pelo trabalho realizado, pelo sucesso, pela boa disposição e pela forma como nós…MAR, fomos tão carinhosamente recebidos
terça-feira, 13 de Outubro de 2009
o MAR não para! Mais concertos para Outubro
domingo, 11 de Outubro de 2009
há coisas que fazem sentido...

Mais uma ferramenta, desta feita para os músicos e intervenientes do Movimento - numa primeira fase - para que possam estreitar ainda mais o elo que os une.
Uma ferramenta que vem em boa hora e que enriquece ainda mais este espírito de união inestimável que corre neste MAR.
Uma grande vénia para o Tiago Fonseca, mentor, executor desta ferramenta e - claro - marujo deste MAR.

































